Câmeras flagram assassinato a facadas em padaria na Grande BH; veja vídeo

Um homem de 50 anos, identificado como Luiz Augusto, assassinou Dirceu Lopes Maria Rolim, de 57 anos, à facadas em uma padaria, localizada no bairro Industrial, em Contagem, na tarde deste domingo (17). A motivação do crime, que foi registrado por uma câmera de segurança do estabelecimento, ainda não foi esclarecida, visto que os envolvidos não parecem interagir até o momento das agressões. Veja:

Nas imagens cedidas à Itatiaia, é possível ver Luiz Augusto próximo do caixa da padaria, quando Dirceu Lopes se aproxima e, sem razão aparente, leva um empurrão do outro homem, que o derruba.

Em seguida, Luiz saca uma faca do bolso e atinge Rolim duas vezes no abdômen. Em seguida, deixa o local. Dirceu segue dentro da padaria, com a mão no local dos ferimentos. A imagem não mostra a continuidade da cena.

Matou e foi almoçar

Luiz Augusto mostrou frieza ao falar do crime em entrevista à Itatiaia. Ele disse não estar arrependido do assassinato.

“Vou pagar a cadeia lá. Tem que pagar. O que eu fiz eu tô errado? Todo errado? Tô desgraçado? Tem que pagar. Pronto e acabou. É isso aí”, afirmou o homem.

“Quando ele chegou perto de mim eu já fiquei nervoso com ele. Hoje eu não levantei legal. Foi aquele dia. Deu ruim pra mim”, acrescentou.

Segundo ele, a posse da faca se dá “pelo mundo do jeito que está”. Ele revelou que não conhecia a vítima e que a hemodiálise o tem deixado muito nervoso. Além disso, revelou que “foi almoçar” após assassinar.

“Eu não fugi. A menina me mandou embora e eu fui almoçar, né? Tava com fome. Almocei normal. Isso acontece,” afirmou, dizendo ainda que “Deus é preguiçoso” por ainda “não o ter levado”, ressaltando que queria morrer e não mostrando remorso pela vítima da vida, afinal, “todos irão morrer”.

Frieza espantou policiais

A Itatiaia conversou com o sargento Ícaro Lúcio Arcanjo Lima, da Polícia Militar (PM), e ele revelou que, acionada, a guarnição prestou os primeiros socorros à vítima ainda no local. Em seguida, passaram a realizar o rastreamento do suspeito, que deixou o local após o crime.

O homem rapidamente foi encontrado e, ao ser abordado, não resistiu à prisão, confessando o crime.

“Segundo ele, ele se sentiu ofendido porque a vítima falou com ele que ‘era fácil bater nele porque ele já estava morto’, porque ele usa um catéter para realização de hemodiálise. Ele se sentiu ofendido com isso, empurrou a vítima e ela caiu, e antes que a vítima se levantasse, ele desferiu duas facadas no abdômen da vítima”, relatou.

O sargento ressaltou que as imagens mostram apenas a vítima chegando perto dele e sendo empurradas já de costas. Além disso, apontou que não é possível confirmar a versão do autor, porque as câmeras não tem áudio. A faca utilizada no crime não foi encontrada.

Além disso, o policial ressaltou que a frieza do homem ao confessar o crime chamou a atenção dos militares.

Luiz Augusto não tinha passagens pela polícia e é conhecido na região por ser um prestador de serviços gerais. O fato, inclusive, teria causado estranheza na região. Além disso, testemunhas disseram que a agressão foi gratuita e que não houve interação entre os envolvidos. O autor teria sido um usuário de drogas no passado.

“A irmã falou que no passado ele já usou droga, mas que devido a um infarto que já teve e a hemodiálise que faz, parou. E por causa dessa abstinência ele costuma surtar”, informou o sargento Ícaro.